Inovação em laticínio: o que o setor tem feito para continuar crescendo

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A inovação é um pilar fundamental da indústria. Ela é uma das principais condições para o crescimento e desenvolvimento de qualquer empresa no mercado atual, tão competitivo. Felizmente, a inovação em laticínio, especificamente, tem sido muito bem empregada.

De acordo com dados de faturamento da ABIA (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), em 2010 o setor faturou R$ 33,1 bilhões. Em 2018, esse número já tinha mais do que dobrado, alcançando a margem de R$ 70,2  bilhões. 

Considerando os resultados, podemos visualizar todo o potencial de crescimento que o setor de laticínios tem, que também foi muito bem aproveitado pelos empresários no período em questão.

Conforme o tempo passa, chegam ao mercado novidades que permitem explorar esse potencial ainda mais. 

De maneira geral, a inovação em laticínio recebe estímulos muito positivos, capazes de deixar produtores e consumidores igualmente satisfeitos, com produtos de alto valor agregado, rendimento e preço justo.

Como investir na inovação em laticínio?

Existem diversas maneiras de inovar sua indústria e a escolha de quais delas são ideais para o seu negócio depende de vários fatores. Podemos citar os objetivos da sua gestão, os desafios que busca vencer de imediato, os valores que orientam o seu trabalho e as condições financeiras para investimento, por exemplo.

De qualquer forma, olhando para o que o mercado tem feito e as novidades que chegaram ao setor nos últimos anos, podemos levantar algumas das principais estratégias de inovação em laticínio. Confira:

Equipamentos e maquinários

As máquinas e equipamentos desenvolvidos na última década são inovadoras. Elas possibilitam uma produção mais rápida e em grande escala (maior produtividade), agregando qualidade e diferencial aos produtos. 

Atualmente, os fabricantes e fornecedores de máquinas estão investindo em formas de aprimorar seus equipamentos, incorporando novas tecnologias para atender os clientes  com mais eficiência. 

Ao experimentarem novos recursos e avaliarem quais realmente contribuem para a rotina de fabricação, essas inovações são capazes de otimizar as linhas de produção industrial.

Podemos mencionar equipamentos que inovam da seguinte forma:

  • Garantindo a qualidade: na captação, resfriamento imediato, remoção de bactérias e desnate do leite e na recuperação e purificação na etapa de salga em salmoura, por exemplo;
  • Reduzindo o consumo de energia: principalmente em termos de resfriamento, compressores com tecnologia Scroll reduzem o consumo de energia de 13 a 15%, aliando benefícios financeiros a uma medida sustentável, assim como também acontece com a utilização do sistema fotovoltaico;
  • Automatizando a produção: automatizar aumenta a confiabilidade e eficiência do fluxo de fabricação e hoje já existem métodos que implementam um processo de produção automatizado, mas que permite a intervenção humana do começo ao fim. Ao diminuir a manipulação dos produtos há, consequentemente, menor risco de contaminação cruzada.

Embalagens

Nas embalagens de produtos, além do apelo visual, a tecnologia utilizada para acondicionar queijos em plástico sem deixar sobras valoriza o produto e o torna mais atrativo. 

Além disso, as embalagens a vácuo são essenciais para aumentar o shelf life do queijo e garantir sua segurança durante o transporte e acondicionamento nos pontos de venda.

Embalagens sustentáveis também contribuem para o cuidado com o meio ambiente, ocupam menos espaço e exigem investimentos menores. É o caso, por exemplo, da  garrafa cartonada asséptica para leite, desenvolvida pela Tetra Pak (sugiro colocar um exemplo deste tipo de embalagem para queijos – que é o maior foco do Macalé).

A tecnologia utilizada na garrafa proporciona conveniência e confiabilidade para os consumidores, além de permitir impressão em toda a superfície, oferecendo uma visibilidade ainda maior para a marca.

Ingredientes

Não poderíamos deixar de mencionar os ingredientes, que compõem um leque extenso de oportunidades de inovação em termos de sabor, aroma, consistência e rendimento. Aqui podemos citar como destaques:

  • Coagulantes: a tecnologia 100% quimosina, presente na linha CHY-MAX® da Chr Hansen, garante maior rendimento e sabor único, assim como proporciona um soro de leite com alto valor agregado;
  • Culturas lácteas: Para fermentos de uso direto, já existem diversas culturas desenvolvidas com alta especificidade, sendo perfeitas para cada tipo de queijo que se deseja produzir. Um bom exemplo é a linha DVS® Sinergia, feita sob medida para se obter uma rápida fermentação de pasta filata e agilizar o processo sem perdas nas características do produto. As culturas com Lactobacillus helveticus garantem ótimo sabor, aroma, rápida acidificação e maior proteção contra ataques fágicos, além de serem flexíveis e proporcionarem um desempenho mais consistente e padronizado. Além disso, fermentos de uso direto também oferecem uma maior rotação de cepas, ideal para manter a efetividade do produto e se adaptar às características do leite da sua região.

Tendências

O produtor também deve ficar atento às demandas do próprio consumidor. Hoje se observa um interesse ainda maior em produtos funcionais (como os probióticos e fermentados), de origem vegetal e minimamente processados e acrescidos de aditivos químicos.

O mercado espera produtos com características sensoriais bem conservadas, assim como um alto valor nutricional. 

Isso abre espaço para que a inovação em laticínio busque atender a necessidades cada vez mais específicas, dando aos produtores opções para agregarem diferenciais aos seus produtos.

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