Plant-based: o que o mercado lácteo precisa saber sobre esse conceito?

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Para quem acompanha as tendências do mercado de alimentos, o termo plant-based não é assim tão novo. Ele tem sido muito mencionado, pois se refere a um estilo de vida voltado ao consumo de produtos à base de plantas.

Esse movimento tem se popularizado e é hoje uma das principais tendências alimentares entre os brasileiros. Mas o que isso significa para a indústria de laticínios? Como o aumento da demanda por produtos de origem vegetal impacta esse mercado?

Pensando em todas essas dúvidas e na importância de compreender as mudanças nos interesses do consumidor, vamos falar mais sobre esse assunto aqui neste post. Confira!

O que é plant-based?

Plant-based é um termo em inglês que significa “à base de plantas”. Apesar de já ser uma tendência aqui no Brasil, esse estilo de vida está mais consolidado nos Estados Unidos e na Europa e, por isso, o conceito acabou se estabelecendo em seu idioma original por aqui também.

Muitas pessoas podem acabar confundindo a dieta plant-based com a vegana, mas elas não são totalmente a mesma coisa.

Ainda que ambas sejam voltadas para o consumo de alimentos de origem vegetal, o veganismo é muito mais complexo. Isso porque ele se refere à completa exclusão da dieta de alimentos de origem  animal ou que dependa de animais para o transporte, por razões éticas.

Já a dieta plant-based não é tão restritiva. Pelo contrário, a ideia é inserir mais insumos vegetais e fibras, buscando uma alimentação mais funcional.

O que o mercado lácteo precisa saber?

Uma preocupação natural da indústria de laticínios está relacionada ao impacto que a dieta plant-based pode causar, no sentido de que as pessoas estão evitando alimentos de origem animal.

Porém, isso não quer dizer que um mercado exclui o outro. Alternativas vêm sendo encontradas como forma de alinhar as expectativas do consumidor e manter a produção em ritmo de crescimento.

Como uma alimentação que exclui completamente a proteína animal é bem rigorosa e não muito acessível, muitas pessoas preferem adotar uma postura flexível, equilibrada.

Em outras palavras, os lácteos de origem animal não estão com seus dias contados. Ainda assim, a indústria precisa se manter atenta a essas demandas e constantemente investir em inovação.

Como inovar seguindo essa tendência?

O mercado brasileiro já está se ajustando, inspirado por grandes marcas que estão investindo pesado em produtos vegetais, como a Nestlé, por exemplo.

A indústria de laticínios também já está se movimentando. Hoje é possível encontrar no mercado bebidas, iogurtes e queijos produzidos com matéria-prima vegetal. 

Além da soja, que era a principal substituição nesses casos, hoje também encontramos produtos feitos com leite de arroz, amêndoa, coco, amendoim, gergelim, castanha de caju, entre outros. 

A adaptação exige muito estudo e investimento, é claro, mas é importante que o produtor não encare esse cenário de maneira negativa, como se portas estivessem se fechando.

Essas mudanças sempre vão existir e é importante encontrar nelas os caminhos para defender seu produto e agregar valor a ele. 

O Macalé, seguindo sua tradição em inovar, está preparado para essas mudanças no mercado e pronto para ajudar os produtores que se interessarem pelo assunto. Entre em contato conosco para mais informações. 


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