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Os impactos da pandemia para o setor de laticínios

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A pandemia da Covid-19 veio e mudou tudo, criou ameaças e oportunidades para o mercado, impulsionando caminhos já existentes e aflorando o sentido do empreendedorismo, mudando a percepção de consumo de toda a sociedade.

Neste cenário, a indústria laticinista viu mudanças acontecerem em todos os setores, desde a aquisição do leite até a entrega aos consumidores. E, mesmo com todas as adversidades, se reinventou e remodelou processos, impulsionando uma transformação gigantesca.

A primeira mudança sem dúvidas foi o novo olhar para as pessoas. A crise da Covid-19 mudou a forma como nos relacionamos.

 Mesmo na indústria o trabalho home office quebrou tabus, ganhou espaço e aumentou  a produtividade das empresas, principalmente nas áreas administrativas dos laticínios.

As tecnologias encurtam ainda mais a distância entre a sociedade e seu poder de consumo. Mostrando a todas as pessoas a importância da presença do alimento e da qualidade das produções, garantindo um bom preço e um produto bem trabalhado.

Os encontros e a comunicação também tomaram outro rumo: as empresas precisam estar mais presentes, sempre um passo à frente para se destacar em um mercado tão competitivo. O consumidor agora está mais seletivo e um produto com diferencial é o que vai determinar se sua marca é especial ou dispensável.

Na linha de frente, isto é, nas áreas de produção e distribuição também houve mudanças significativas com adoção de rígidos protocolos de segurança. Além das medidas de higiene pessoal, os gestores encontram um grande desafio: escassez de mão-de-obra, com adequações de funções, remanejamento e reorganização da equipe.

No aspecto do mercado, envolvendo a oferta e demanda, as indústrias enfrentam um cenário totalmente atípico, foi preciso adaptar processos e rever muitas coisas, para distribuir os produtos no varejo e atacado. Atualmente, com o avanço da vacinação e a flexibilização das regras de isolamento social, o food service dá sinais de recuperação.

A lição que fica é: a pandemia reforçou ainda mais a necessidade de uma comunicação clara, objetiva e contínua entre os setores comercial, planejamento, gestão e chão de fábrica.  Dessa forma todos caminham na mesma direção, atendendo às novas exigências do mercado.

Pensando de forma ainda mais prática, a pandemia acabou por alavancar algumas mudanças que já estavam no caminho, mas que tomaram um ritmo ainda mais emergente, como é o caso da indústria 4.0, que vinha dando seus primeiros sinais antes de 2019 e que se mostrou versátil, mesmo em tempos de crise.

O fabricante, o produtor e até mesmo o próprio consumidor começou a enxergar a tecnologia como um valioso aliado, aumentando a funcionalidade dos serviços, impactando na qualidade dos produtos e redesenhando novas formas de consumo.

Nas plataformas de recepção do leite na indústria, houve uma grande mudança, do manual para o digital. Desta forma, toda a cadeia passou por um trabalho de renovação, onde informações manuais foram substituídas por integração de dados e sistemas.

Contudo, a mesma tecnologia que informatizou os processos em todo setor, também trouxe grandes riscos para o sistema, com relatos de vazamento de informações. Por esse motivo, houve um grande foco na implantação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelecendo regras de coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais.

Nessa perspectiva, a indústria de laticínios também teve que se adequar aos conceitos da LGPD. Vale ressaltar que este aprimoramento da gestão de dados resultou em custos operacionais adicionais para as empresas, mas assumindo uma postura mais segura, garantindo a proteção e tranquilidade do armazenamento de informações das produções.

Para o futuro podemos esperar novas e grandes mudanças, com um avanço tecnológico ainda maior, com o objetivo de fortalecer a segurança e os períodos de crise que possam vir.

Sabemos agora, que novos desafios trazem novas oportunidades. Mudanças aconteceram para que o mercado pudesse se calejar, transformações que vieram para ficar.

Agora o que cabe ao pequeno e médio fabricante é se munir de inovação e alinhar sua produção a essa nova fase que ainda está começando a dar seus primeiros passos.

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Veja também: Padronização da produção: saída para a instabilidade de custo do laticínio.